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Pubalgia: O que é, causas, sintomas e tratamento.

PUBALGIA


Hoje em dia a prática esportiva tornou-se fundamental para nossa saúde e qualidade de vida, sabe se que 90% das pessoas em todo o mundo já praticaram ou irão praticar algum tipo de esporte.


No entanto muitas dessas pessoas não estão preparadas fisicamente ou estruturalmente para a realização de exercícios mais intensos que o suportado. Dessa maneira acontecem as lesões.


O número de lesões específicas dentre alguns esportes vem aumentando diariamente, como é o caso do nosso assunto: A osteíte púbica (pubalgia).



Jogador Giuliano já sofreu em sua carreira com Pubalgia.


O que é?

A pubalgia, assim chamada popularmente pode ser classificada como aguda ou crônica.


Na pubalgia aguda, a região do púbis se inflama devido a um trauma externo na região, muito comum durante os esportes de contato. Já a pubalgia crônica se dá pelo excesso de repetições por parte da articulação, ocorrendo uma sobreposição muscular e sendo o tipo mais comum.


Causas:


Os esportes com maiores índices dessa lesão são: Tênis, rúgbi, hóquei, mas principalmente o futebol, nos quais a realização de chutes repetitivos e mudanças abruptas de direção podem levar algum dano a sínfise púbica. Dessa forma tornou-se um problema comum para os praticantes de atividade física, sejam eles amadores ou profissionais.



Sintomas:


A pubalgia provoca dor e desconforto na região inferior do abdômen e virilha, que normalmente melhora com o descanso, mas volta com atividade física.



É comum sentir desconforto ao esforço excessivo das atividades físicas, dores na contração do músculo adutor na coxa e de exercícios abdominais.


Não iniciar o tratamento imediatamente pode levar a um desequilíbrio muscular na sínfise púbica e, consequentemente, pubalgia crônica.


Classificação:


Podemos classificar da seguinte forma:


-Grau 1: gera dor no mesmo lado do membro que faz o esforço.

-Grau 2: afeta os dois lados dos membros inferiores, com maior intensidade nos adutores.

-Grau 3: acomete ambos os adutores e os retos abdominais.

-Grau 4: gera dor bilateral associada à lombalgia.

Possíveis locais de dor para pacientes que possuem Pubalgia.


Tratamento:


O primeiro passo do tratamento é parar as atividades esportivas e procurar um acompanhamento fisioterapêutico, sendo realizado uma avaliação criteriosa para identificar a causa da lesão.


Durante o tratamento pode ser utilizado o uso de agentes físicos (crioterapia ou termoterapia), aparelhos terapêuticos buscando analgesia, melhora inflamatória e cicatrização local.


Alongamentos e exercícios específicos são importantíssimos para busca do equilíbrio muscular. O tempo de recuperação é variável. A cirurgia deve ser considerada quando não há melhora da dor com o tratamento conservador.

Portanto, sente dores e não sabe se é pubalgia? Procure um médico ou fisioterapeuta para a realização de exames clínicos. Profissionais especializados poderão lhe ajudar a conseguir um melhor tratamento e satisfação.



Rodrigo Mian da Silva

Fisioterapeuta

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